Na sequência das declarações contraditórias provenientes do Ministério do Planeamento e Infraestruturas, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém pediu esclarecimentos ao ministro Pedro Marques, sobre o anúncio do recomeço das obras de intervenção na ER261-5.

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Manifestação dos utentes dos serviços públicos do litoral alentejano em Lisboa / CMSC

 

No ofício remetido pela Câmara Municipal é solicitado que o governo «se digne concretizar, peremptoriamente, a data de início da obra e a respetiva data de conclusão, assim como a previsão da regularização da circulação rodoviária naquela zona».

Este pedido de esclarecimento surge na sequência da manifestação realizada em Lisboa, pelas Comissões de Utentes dos Serviços Públicos do Litoral Alentejano, onde também estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, bem como o presidente Câmara Municipal de Alcácer do Sal, o presidente da Câmara Municipal de Grândola e o presidente da Junta de Freguesia de Santo André.

Três centenas de utentes do litoral alentejano concentraram-se em frente ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, em Lisboa, para que não houvesse mais «sangue e morte» nas vias IC1 (N5/N120) e A26-1. O Ministério respondeu com novo adiamento. Mas a luta das populações com o apoio das autarquias locais foi determinante para acelerar o processo.

Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, mostrou-se estupefacto com a atitude do Governo e criticou a posição do PS. «Enquanto esteve na oposição reclamou a reparação do IC1. Já passou um ano desde que é Governo e nada». Hoje, a luta dos utentes do litoral alentejano deu frutos e o Governo anunciou a conclusão das obras para janeiro de 2017.